Restaurante em Cusco: Pachamama

Voltar a falar da minha viagem ao Peru é uma delícia! Como disse no primeiro post desde que voltei ao Feufolândia, tenho uma listinha de vários posts que havia preparado sobre a viagem para publicar aqui. Hoje, vou deixar uma dica de restaurante em Cusco.
Quando eu e Paulo chegamos à cidade, descansamos por mais ou menos duas horas no hotel, para evitar o soroche. E assim que a fome bateu, saímos em busca de um restaurante no centrinho de Cusco. O Pachamama foi uma ótima surpresa!

O ambiente é super aconchegante e acolhedor e como já era tarde, se não me engano, lá para as 4 da tarde, estava praticamente vazio. Pedimos Lomo Saltado, um prato típico peruano, sem grandes segredos. Ótimo para minha pessoa que tem paladar infantil. Carne, legumes salteados, arroz e batata-frita. Perfeito! Para acompanhar o prato, uma Inca Kola geladinha.


O prato veio super bem servido, era saborosíssimo! Valeu super a pena o pedido e foi uma ótima refeição para aquele momento. Quanto ao preço, juro que não lembro o valor exato, mas posso garantir que é justo e acessível, em comparação ao que li na interwebs, pois o Pachamama é super próximo a Plaza das Armas, e por lá, existem muitos restaurantes 'gourmetizados' e com preços salgados.

Foto: hugodanielpini / tripadvisor
Ah, o restaurante também oferece um buffet de salada à vontade. O atendimento foi muito bom também. 

Pachamama
Calle Maruri 315
San Blas, Cusco, Peru


Tem alguém aí?


Feufolândia? Oi, voltei.

Desculpa... Tô aqui, de volta, assim mesmo, com a maior cara lavada. Eu sei que já faz mais de um ano que eu não apareço. É, desde as minhas últimas férias. Que coisa, não? Daqui a pouco minhas próximas férias já estão chegando... Não, calma! Não pretendo te abandonar. É, não pretendo mesmo. A verdade é que eu nunca te abandonei.

Desde a nossa última conversa, eu até escrevi alguns posts, mas sabe aquele negócio chamado preguiça? É feio, eu sei. Admito que a preguiça bateu e você ficou um pouco de lado. Muitos dias eu até voltei aqui, olhei para o fundo branco do rascunho, toquei em alguma letra do teclado (devo até ter escrito alguma palavra, sei lá qual), e de repente, o 'backspace' foi mais forte, ele apagou tudo o que estava ali. E logo depois, o 'x' do navegador foi clicado pelo mouse. E assim foi indo.

Lembro que voltei das férias com uma lista enorme de temas sobre a viagem ao Peru para falar pra você. Comecei empolgada, tenho tantas fotos de lá, você nem sabe... Só dois posts viraram realidade. Se eu joguei fora a lista? Não! Ela está bem guardadinha, talvez porque no fundo, no fundo, eu sabia que mais cedo ou mais tarde, eu voltaria pra você.

Dia desses, vi que você estava tristinho. Entrei aqui e vi tudo bagunçado. O que aconteceu? Ficou com raiva de mim? Você me fez arrumar tudo, tim tim por tim tim. Coloquei tudo em ordem, com muito carinho, para finalmente voltar pra você.

Não me leve a mal. Eu sou assim mesmo, venho, fico um pouco, vou, aí então eu volto. Pode ser que eu demore um pouco, mas eu sempre volto. Você sabe. Já são oito anos de parceria. E é como eu falei lá em cima, eu nunca te abandonei. Fica tranquilo.

Mal de altitude ou soroche: o que é e como evitar?

Se você pretende ir a Machu Picchu ou Cusco algum dia e já está fazendo pesquisas pela interwebs sobre os roteiros e dicas de hotéis, deve ter esbarrado por algum post falando de mal de altitude ou soroche. O fato é que isso acontece diferentemente com cada pessoa, não se assuste com o que ler por aí, mas entenda que é importante saber o que é isso antes de viajar para lugares altos.

Tá, mas o que é o tal soroche? 
Conhecido também como mal de altitude, o soroche é a sensação que sentimos quando viajamos para lugares com altitudes elevadas e não estamos acostumados com isso. Mas isso se manifesta de formas diferentes nas pessoas. Tem gente que nem sente nada. Tem gente que pode ter enjoo, dor de cabeça, dor de estômago, vômito, falta de ar, perda de apetite, dificuldade para dormir e até aumento da frequência cardíaca. Tudo porque quando a altitude é muito elevada, a pressão parcial do oxigênio é menor do que estamos acostumados no Brasil.

Depois de ter pesquisado bastante antes de viajar, até esperávamos sentir alguma coisa bem diferente ao chegar em Cusco, que está a 3.400 metros acima do nível do mar. Mas, pelo contrário. A primeira sensação foi ótima. Nada de enjoos ou dores de cabeça. Assim que chegamos no hotel, fomos recebidos com chá de coca bem quentinho.

E o que o chá de coca tem a ver com isso?
É o remédio mais eficiente para combater o soroche. Em todo lugar você encontra um chazinho e no hotel tem disponível a toda hora. Eu não gosto de chá, mas fiz questão de tomar para evitar qualquer mal estar. E tomei todos os dias que estive em Cusco. Você também pode mastigar a folha de coca, onde o efeito é mais rápido. Tem também as balinhas de coca, mas não é tão eficiente.

Chá da folha de coca
Para não falar que não senti nada, uma dorzinha de cabeça bem de leve chegou pela tarde, mas tranquilo. Pode ter sido associada ao soroche? Sim, mas sei lá, pode ter sido de fome também, vai saber!

O fato é que, como eu já disse, o mal de altitude pode se manifestar de várias maneiras na pessoa. Então, se você pretende viajar para algum lugar alto, não se preocupe. Vai tranquilo! Separei algumas dicas indispensáveis para você não ter surpresas na viagem:

Folhas de coca na mesa do café da manhã
1. Não recuse o chá de coca, mas sim, abuse dele!
Quando você chegar no hotel, eles vão te oferecer. Beba devagar! O gosto não é muito bom (na minha opinião), não é doce, é gosto de chá mesmo, mas vai te ajudar a escapar do soroche. Beba no café da manhã também, é bem quentinho, e ótimo para aquecer no inverno.

2. Coma coisas leves
Principalmente no primeiro dia da viagem procure se alimentar com coisas mais leves e saudáveis. Opte por frango, salada, legumes, coisas que sejam fáceis de digerir. E mastigue muito bem.

3. Beba bastante água
Ande sempre com sua garrafinha de água a tiracolo. O clima é outro, você vai sentir diferença, nem que seja mínima. A água ajuda bastante a se hidratar e também evita o soroche. Beba toda hora, todos os dias.

4. Descanse no primeiro dia
Super dica essa. Não dê a loca e saia batendo perna por aí, durma um pouquinho no hotel, pelo menos umas duas horinhas. Descanse do voo. Também vai te ajudar bastante a evitar o mal de altitude. Mesmo que você não esteja cansado, faça isso. Nosso organismo está começando a se acostumar com um lugar diferente e bem alto. Tudo dentro da gente está trabalhando de um jeito diferente.

5. Ande devagar, no seu limite
Eu sei que quando você chega em um lugar diferente, quer mais é aproveitar cada minuto. Mas como falei no tópico acima, o ideal é descansar um pouquinho. E mesmo depois de ter dado uma relaxada no hotel, quando você for bater perna pelo centro de Cusco, por exemplo, vá de boas. Algumas ruas são ladeiras e você vai precisar de ar para subi-las. Vá subindo devagar, no seu limite. Eu sofri um pouquinho em algumas ladeirinhas, viu. Mas ia fazendo pequenas paradas para me recuperar.

Chá de muña oferecido em Chinchero. Este chá também evita o soroche e o gosto é mais agradável, um pouco mentolado
Não preciso nem falar sobre o álcool e o fumo, né? O melhor é evitar, pelo menos nos primeiros dias, quando você ainda está 'aclimatando'. Mas caso você se sinta bem mal, mesmo tendo seguido todas essas dicas, na maioria dos hotéis e até no aeroporto são oferecidas bombinhas de oxigênio, e ainda você encontra em farmácias e mercadinhos.

Agora que você já sabe o que é o soroche, pode viajar mais tranquilo e aproveitar ainda mais seu passeio. :)



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